Nossa história e missão

A Tzafah nasce em 2019, ainda sob o nome 'Impulse' como uma página dedicada a postar devocionais que inspirassem pessoas a crescer em sua vida espiritual.

Com o passar do tempo, a visão foi ficando cada vez mais definida e robusta. Surgiu, então, a iniciativa de nos tornarmos um centro de capacitação, dedicando nossos esforços de maneira mais específica ao ensino e ao aprimoramento do entendimento em relação à oração na Igreja.

Em 2025, recebemos a direção de que essa seria uma comunidade de "Tzafah": uma formação de sentinelas. Homens e mulheres atentos à voz de Deus, conhecedores profundos de Sua Palavra e que vigiam nos tempos em que vivemos, aguardando a vinda do Senhor Jesus.

Para isso, indo além da internet, entendemos que além de capacitar pessoas com ensino, existe também um encargo em mobilizar a Igreja para a intercessão. Cremos que ao nos reunirmos ao redor da presença de Deus, com clareza de Sua Palavra e dos Seus planos, sedentos e uníssonos em um clamor, Deus pode intervir na história.

Dessa forma, nosso desejo não é apenas ensinar, mas prover os meios necessários para que o ensino ministrado seja visível em nossa geração através de pessoas engajadas com o plano eterno de Deus e que irão testemunhar como Deus tem o desejo de que nos engajemos com isso em parceria com Ele através da oração.

A Tzafah, portanto, existe para ser o ponto de encontro entre o conhecimento bíblico profundo e a prática fervorosa da oração. Nosso compromisso é preparar uma geração que não apenas conhece os tempos, mas sabe como responder a eles diante do trono de Deus.

Tzafah é a transliteração de uma palavra hebraica que significa Sentinela, Vigia. Ou em sua forma mais comum, descreve a ação do Atalaia. Essa função descreve uma atividade comum daquela época, mas que traz aplicações espirituais muito importantes para os nossos dias e o tipo de compromisso que precisamos ter com a Palavra de Deus e o tempo.

No Antigo Testamento

O verbo tsaphah no hebraico descreve a atividade de OBSERVAÇÃO ATENTA e VIGILÂNCIA.

A vigilância no contexto do Antigo Testamento carregava dimensões práticas. Uma sentinela posicionada em lugar estratégico era alguém que teria a capacidade de reconhecer detalhes, como até mesmo uma pessoa específica (2 Sm 18.24-27), demonstrando a precisão esperada dessa posição de observação.

No sentido espiritual, podemos ver o profeta Habacuque se posicionando em uma torre de vigia para aguardar a comunicação divina (Hc 2.1), dando sentido a essa posição de vigilância em uma atitude de receptividade ao Senhor.

O profeta era alguém que recebia a missão de servir como um sentinela sobre Israel, tendo a responsabilidade de comunicar as mensagens de Deus para o povo (Ez 3.17).

Em Isaías 52 os atalaias começam a exultar ao ver o retorno do Senhor a Sião com seus próprios olhos (v.8), mostrando que a vigilância aponta para o testemunhar de eventos salvíficos.

Ao perguntarem ao guarda sobre a hora da noite (Is 21.11-12), ele responde que a manhã virá, mas afirma que a noite persiste. Uma resposta que reconhece tanto a esperança quanto a realidade presente.

Jeremias diz que Deus estabelece os atalaias para alertar Israel, mostrando também a função de preservar e advertir o povo, mesmo que essa voz de advertência não seja ouvida.

O princípio fundamental no A.T é que sem a proteção do Senhor sobre a casa e a cidade, a vigilância humana é inútil (Sl 127.1). vigilância acontece não por mero esforço humano, mas na participação consciente na vontade de Deus.

No Novo Testamento

O ato de vigiar tem grande relevância tanto no Antigo Testamento quanto nos ensinamentos do Novo Testamento. Ao pensarmos em como Jesus orienta seus discípulos a "vigiar e orar", é perceptível como a postura de vigilância é essencial para a vida cristã.

Vigiem para que não entrem em tentação (Mt 26.41)

Para resistir as forças adversárias, seguindo o conselho do apóstolo Pedro para sermos "sóbrios e vigilantes" (1 Pe 5.8)

A vigilância está totalmente conectada com a preparação para o retorno de Jesus. Ele nos diz que os cristãos devem permanecer alertas porque desconhecem o momento exato da vinda do Senhor (Mt 24.42-44). Essa responsabilidade contínua fica bem ilustrada através da parábola do porteiro que deveria vigiar a casa (Mc 13.33-37), onde a exortação final "vigiai!" é dirigida a todos, sem exceção.

Essa vigilância é fundamentalmente inseparável da oração. É dessa forma que Lucas apresenta a vigilância contínua através da oração como meio para escapar das tribulações e estar preparado diante do Filho do Homem (Lc 21.36).

Vigiar é manter-se espiritualmente acordado, é uma postura tendo de disciplina pessoal como também dependência de Deus. É estar conscientes de nossas próprias fraquezas e vulnerabilidades, atentos aos perigos espirituais, aos acontecimentos em nível global de nosso tempo e preparados para o encontro com Cristo.

O que é Tzafah?